Epitalâmio

Aos amigos Diana e Rogério, que hoje
dão juntos um grande passo.

O amor!
Entre todas as coisas pode o amor
Ser considerado um objeto obsoleto.
Item de antiquário
Matéria de arqueólogo.
O amor tão desgastado e tão corrompido
Diluído em cloro
Esbranquiçado
Tão afetado
Pelo ir e vir e nunca voltar de hoje.

O amor tão retratinho
De parede...

Para ser apreciado de vez em quando
Mas só muito de vez em quando!

O Amor está morto!?
Não, não está... Ele existe
e respira e suspira...
e inspira...

Sobretudo, quando há de se escavar
Um amor tão profundo e tão resistente
Capaz de vencer o tempo a doença o medo
As incertezas.
Um amor que se faz de verdades
E não de falsas promessas
Caminhante em brasas ardentes
Sem medo de ferir os pés.
Um amor descalço, mas dotado
De asas
Leve amor
Que nos leva sempre e sempre
Aos céus.

Um AMOR
Com letras
Maiúsculas
em um mundo
tão minúsculo.

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