Havia no teto uma mancha
Todos os dias eu a via,
deitado da cama,
perfeita e circular.
E olhando-a de perto
pude ver que mancha
não era.
Mas a mancha me olhava
e cada vez que me via
mais em mim se fixava
Não havia, no teto, uma mancha
a mancha estava dentro de mim.
Indelével como a crença
no existir.
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