Felicidade não é coisa que se adquire facilmente. Por quê? Porque não se adquire. É hóspede que chega quando menos esperamos. Pousa na gente e fica o tempo que quiser... que quiser.
Quando chegar, o que nos cabe é tão somente acolhê-la. Com todo cuidado, para não espantá-la antes da hora. Com todo carinho para não sufocá-la com nossas exigências e dedos grandes.
Eu fui muito feliz. Um dia, dois, um mês, um ano... por uma fração de segundos. Na intensidade de um relâmpago. Ela chegou de repente quando eu menos esperava, disfarçada de outro alguém. Ficou em mim a tempo de pôr seus ovos, depois bateu asas e voo.
Senti saudade. Ainda sinto! E como desejo ainda com ardor que ela volte?! Mas sei que desta vez é difícil precisar. Quando ela voltar, e eu espero que volte, estará diferente, transfigurada, vestida de outro alguém ou, quem sabe,desnudada em mim. Nesse momento, saberei reconhecê-la, a tomarei delicadamente entre os braços, beijarei sua testa, mas manterei as janelas abertas, sempre.

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