
Dói em ti
As mesmas coisas
E coisas diferentes.
Dói o sonho não realizado
O amor pré-fabricado
Que a gente inventa
Até ficar convincente.
Doem os dias passados
Dói a idade mal gasta
As contas não pagas
O trabalho mal remunerado.
Dói a fila do banco
o coletivo apertado
o leite derramado
o choro da criança.
Dói o dente cariado
a pedra no sapato
o cheque pré-datado
e a morte anunciada
da esperança.
Dói o tempo passageiro
e a saudade que nunca passa
Dói, sobretudo, a dor
de saber que a vida
é pó, é lodo, e fumaça.
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